Como usar o Leitor de Conversa de WhatsApp

Central de Ajuda Investigação Defensiva Como usar o Leitor de Conversa de WhatsApp
Investigação Defensiva

Como usar o Leitor de Conversa de WhatsApp

Guia do Leitor de Conversa de WhatsApp: abra o arquivo exportado pelo próprio aplicativo e a ferramenta calcula o hash antes de ler, organiza a cronologia, deixa filtrar por interlocutor e por período, marca o que o aplicativo registrou (mensagem apagada, mensagem editada, mídia que ficou de fora) e gera o bloco para a petição com a proveniência do arquivo. Tudo no seu navegador.

Atualizado em 20 ago 2026whatsappprova-digitalcadeia-de-custodiahashmensagenscpp-158investigacao-defensiva

O que esta ferramenta faz

O Leitor de Conversa de WhatsApp abre o arquivo que o próprio aplicativo exporta e o transforma em algo que dá para ler, filtrar e citar. Ele calcula o hash SHA-256 do arquivo antes de qualquer leitura, organiza as mensagens em ordem, numera cada uma com uma posição citável, permite filtrar por interlocutor, por período e por palavra, e marca o que o próprio aplicativo registrou.

Abra em criminalplayer.com.br/leitor-conversa-whatsapp. Tudo roda no seu navegador: o arquivo não é enviado para a plataforma, nem o texto, nem o hash.

Como gerar o arquivo certo

Na conversa, dentro do WhatsApp do aparelho: toque no nome do contato ou do grupo, escolha Exportar conversa e depois Incluir mídia (quando os arquivos importarem) ou Sem mídia (quando só o texto interessar). Salve o arquivo e abra aqui sem editar.

A ferramenta lê o .txt e o .zip, nos formatos de Android e de iPhone, em português e em inglês. No .zip, ela calcula também o hash de cada arquivo de mídia e confere se todo anexo citado na conversa está mesmo dentro do pacote.

Print e PDF de print não servem aqui. Se a conversa chegou aos autos nessa forma, o caminho é requerer a extração integral, no Gerador de Requerimentos de Prova Digital.

O que a ferramenta aponta, e em que classe

Os apontamentos vêm separados em três classes, porque não têm o mesmo peso:

  • Registro do aplicativo: o que o próprio WhatsApp escreveu no arquivo. Mensagem apagada para todos, mensagem editada depois de enviada e mídia que ficou de fora da exportação.
  • O arquivo não fecha: sinais de que o arquivo foi mexido fora do aplicativo. Mensagem fora da ordem cronológica, formatos de exportação misturados (Android e iPhone no mesmo arquivo) e anexo citado na conversa e ausente do pacote.
  • Ponto a esclarecer: o que é pergunta, não achado. São quatro: silêncio longo entre mensagens, retrocesso de horário de até uma hora, alteração do código de segurança e texto acrescentado antes da primeira mensagem.

Vale conhecer os limiares, porque são eles que decidem em qual classe o apontamento cai:

  • Uma hora separa a pergunta da acusação. Quando uma mensagem marca hora anterior à que veio antes dela, a ferramenta mede o tamanho do retrocesso: até 60 minutos fica como ponto a esclarecer, porque relógio desajustado e mudança de fuso explicam; acima de 60 minutos passa para "o arquivo não fecha", como mensagem fora da ordem cronológica.
  • O limiar do silêncio é você quem escolhe, no campo Silêncio a partir de (3, 7, 15 ou 30 dias; começa em 7). O quadro lista os dez maiores intervalos. E só roda com ao menos 20 mensagens no arquivo: sem amostra não dá para falar de ritmo de conversa.
  • Código de segurança é eixo de autoria, não de integridade. Reinstalar o aplicativo, trocar de aparelho e trocar de chip produzem exatamente o mesmo aviso. Por isso ele não é sinal de adulteração, e sim pergunta a fazer antes de qualquer afirmação sobre quem escreveu as mensagens do período seguinte.

Dois dos quatro pontos a esclarecer puxam providência no bloco da petição: a alteração do código de segurança (esclarecê-la antes de discutir autoria) e o texto antes da primeira mensagem (requerer o arquivo de exportação original, na forma gerada pelo aplicativo). Silêncio longo e retrocesso pequeno de horário ficam registrados sem pedido: são apenas o que conferir.

A ferramenta é conservadora de propósito: ela prefere não apontar a apontar demais. Dez apontamentos frágeis ensinam o juízo a ignorar a impugnação inteira; dois bem classificados sustentam.

A saída para a petição

Você marca as mensagens que interessam (uma a uma, ou todas as que estão filtradas) e gera o bloco. Ele traz, nesta ordem: a proveniência do arquivo (nome, tamanho, hash, contagens, período, participantes), a nota de método, o quadro dos apontamentos com o fundamento de cada um, a transcrição dos trechos marcados com a posição de cada mensagem no arquivo, as providências que aqueles achados sustentam e os limites da leitura.

Dá para copiar, baixar em texto, imprimir em PDF e enviar para o dossiê do Kit de Cadeia de Custódia, junto com o resto da diligência. O hash gerado aqui também pode ser conferido no Kit.

Onde o seu trabalho fica guardado, e como zerar

Os dados do caso que você preenche ficam guardados no seu próprio navegador, neste computador. Não vai para a plataforma, não acompanha você em outro aparelho e ninguém mais vê. É a mesma escolha que permite trabalhar com o caso na tela sem que ele saia da sua máquina.

A conversa em si nunca é gravada. Ela é lida na memória do navegador enquanto a aba está aberta e some quando você fecha a aba ou clica em Fechar a conversa. O que fica guardado são os dados do caso e o que você mandou para o dossiê.

A consequência é que, ao voltar, você reencontra o caso da última visita. Quando isso acontece, a página avisa numa faixa no topo, com duas saídas: Continuar de onde parei ou Começar do zero.

Para zerar a qualquer momento, use Limpar esta ferramenta, na barra que fica no topo da página. Ela mostra a lista do que está guardado, com a quantidade de cada coisa, e você marca o que quer apagar. Não há como desfazer: o que sai daqui não fica em lugar nenhum, porque nunca esteve em servidor nosso. Baixe ou copie antes o que ainda precisar.

O dossiê da diligência é o mesmo em todas as peças da Investigação Defensiva. Apagá-lo aqui apaga também no Kit de Cadeia de Custódia, na Linha do Tempo da Custódia, no Mapa de Vínculos, no Mapa do Local do Fato e no Leitor de Conversa. A lista avisa isso antes de você confirmar.

Em computador compartilhado, no escritório ou no fórum, limpar ao terminar é o cuidado que evita que o próximo a sentar encontre o caso do seu cliente na tela.

Cuidados e limites

  • O arquivo não numera as mensagens. Por isso ele não permite afirmar que alguma foi retirada. Quem apaga uma mensagem somente para si não deixa marca nenhuma, e a ferramenta diz isso no relatório em vez de fingir que detectou.
  • Silêncio não é supressão. Um intervalo de semanas pode ser apenas um intervalo de semanas. É pergunta a fazer, não achado a afirmar.
  • O arquivo é do aparelho de quem exportou, com o relógio e o fuso daquele aparelho, que a leitura não tem como conferir. E a primeira mensagem é o começo do que estava no aparelho no dia da exportação, não necessariamente o começo da conversa.
  • Integridade e autoria são coisas diferentes. Mostrar que a mensagem está lá e não foi alterada não prova quem a escreveu: conta compartilhada, aparelho emprestado e perfil clonado continuam sendo hipóteses. A ferramenta trabalha só no primeiro eixo.
  • Isto não é laudo pericial e não afirma nulidade. Cada ponto é matéria a verificar e sustentar pela defesa.
  • A conversa não fica salva. Só os dados do caso (seu nome, OAB, processo) permanecem no navegador; as mensagens somem ao recarregar. É proteção: o conteúdo é de terceiros e o computador do escritório costuma ser compartilhado. Gere o bloco antes de sair.

Para pôr em fila as datas da apreensão, da extração e do laudo desse mesmo material, use a Linha do Tempo da Custódia.

Esse guia respondeu?

Se ainda ficou alguma dúvida, escolha o caminho que preferir.

PERGUNTE À IA
CP
IA Criminal Player
Help Center
Como preservo a imagem de uma câmera antes que suma?Onde consulto os processos de uma pessoa?Como calculo o hash de um arquivo de prova?
FALAR COM O TIME

Pra casos específicos, fora do escopo da IA, ou quando você precisa de uma pessoa olhando seu caso.

Falar pelo WhatsApp

Segunda a sexta, das 9h às 18h.